As ações da Hewlett Packard Enterprise (HPE) avançaram mais de 150% este ano, bem acima da subida de pouco mais de 10% do S&P 500 no mesmo período. A Allient (ALNT) valorizou 121%. Ambas formaram padrões de consolidação definidos e aproximam-se de níveis técnicos de entrada, embora uma eventual quebra dependa também do volume e das condições gerais do mercado.
As duas empresas foram identificadas num rastreio de ações que procura títulos cuja linha de força relativa esteja a atingir máximos, próximos de um ponto de compra e com um padrão de consolidação reconhecível. No total, três ações superavam o S&P 500; esta análise centra-se na HPE e na Allient.
HPE aproxima-se do nível de 63,44 dólares
A HPE negoceia pouco abaixo dos 63,44 dólares, o ponto de entrada de uma formação de «chávena com asa». Trata-se de uma base de segunda fase. Formações mais tardias podem oferecer maior potencial de valorização, mas uma quebra sustentada continua dependente do volume de negociação e do contexto do mercado.
Depois de divulgar os resultados do terceiro trimestre fiscal, a 3 de setembro, a ação recuperou junto à média móvel de 50 dias e concluiu uma quebra em alta na semana passada. Na altura, o diretor-executivo Antonio Neri afirmou que a inteligência artificial estava a tornar-se um «motor de crescimento plurianual» para a empresa.
A receita da área de centros de dados da HPE cresceu 112% em termos homólogos, uma das mudanças mais expressivas nos resultados recentes. A empresa fornece hardware, software e serviços para organizações que constroem infraestruturas de inteligência artificial, incluindo servidores, equipamento de rede e produtos de computação em nuvem.
Classificação de força relativa da HPE chega a 98
A HPE obteve uma classificação de força relativa de 98 numa escala de 1 a 99, ficando perto do topo da tabela. A métrica compara o desempenho do preço da ação com o de outros títulos.
A empresa recebeu ainda uma classificação de acumulação/distribuição de B, indicativa de um aumento da participação de fundos nas 13 semanas anteriores. No ranking setorial da ferramenta de seleção de ações, a HPE ficou em segundo lugar entre as empresas de serviços de tecnologia informática.
Estas classificações técnicas refletem a evolução passada dos preços e dos fluxos de capital, não garantem o desempenho futuro. Com a ação próxima de um nível técnico acompanhado pelo mercado, a atenção estará na força do volume caso ocorra uma nova quebra e na capacidade da atividade de infraestrutura de IA continuar a impulsionar a receita.
Allient forma uma base em chávena
A Allient formou uma base em chávena, com um ponto de compra nos 118,67 dólares. Um ponto azul no gráfico assinala que a linha de força relativa atingiu um novo máximo, sinal de que a ação tem superado o seu índice de referência.
Os 118,67 dólares correspondem também ao máximo histórico da Allient. A ação atingiu esse nível depois de subir 121% em 2026, mas a base que está a formar é considerada uma configuração de fase avançada. Isso não exclui uma quebra em alta, embora o mercado tenda a acompanhar com maior atenção a estabilidade da consolidação e a capacidade de a ação preservar os ganhos depois de uma eventual quebra.
A Allient fabrica motores, sistemas de controlo e outros equipamentos para setores como o aeroespacial e a defesa e os cuidados de saúde. A empresa recebeu 96 tanto na classificação composta como na classificação de força relativa.
HPE e Allient combinam fortes valorizações, leituras elevadas de força relativa e bases técnicas bem definidas. Os dados disponíveis até agora concentram-se sobretudo na evolução dos preços, nas classificações e nos padrões dos gráficos. Os próximos resultados, as encomendas dos setores em que operam e a direção do mercado mais amplo continuarão a ser fatores relevantes para avaliar se estes sinais técnicos se mantêm.