- O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Dar, conversou por telefone com o Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na noite de 24 de junho, para informar oficialmente sobre os últimos avanços nas negociações de uma nova fase entre o Irã e os Estados Unidos.
- O Paquistão desempenhou um papel crucial e único no processo de mediação de paz que levou à assinatura do memorando de entendimento entre os EUA e o Irã, e a China expressou seu firme apoio e disposição para manter uma coordenação estreita.
- A China propôs três direções principais para o avanço diplomático na próxima fase, focando na consolidação do cessar-fogo, na restauração da navegação normal no Estreito de Ormuz e na construção de uma nova estrutura de segurança na região do Oriente Médio.
Avanço Diplomático na Mediação
A conversa entre os Ministros das Relações Exteriores da China e do Paquistão focou nas mudanças marginais nas negociações da nova fase entre os EUA e o Irã. O Paquistão, como um importante mediador geopolítico entre o Oriente Médio e o Sul da Ásia, desempenhou um papel crucial na mediação que levou ao memorando de entendimento entre os EUA e o Irã. O Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, destacou que a assinatura do memorando entre o Irã e os EUA é resultado dos esforços conjuntos da comunidade internacional, mas que o processo de paz está apenas começando e as negociações futuras ainda enfrentam desafios e incertezas. O Paquistão informou prontamente a China sobre a situação, demonstrando a eficiência da coordenação estratégica entre os dois países.
Consolidação do Cessar-Fogo e Sustentabilidade das Negociações
Para a próxima fase do caminho diplomático, a China enfatizou que a tarefa principal é consolidar o cessar-fogo completo. Devido à complexidade dos interesses geopolíticos, eliminar interferências externas é o principal fator para o avanço das negociações. A China afirmou que o memorando entre o Irã e os EUA atende aos interesses fundamentais e de longo prazo de todas as partes, e se os interesses centrais forem garantidos, o prêmio de risco dos conflitos geopolíticos poderá diminuir ainda mais. A China se unirá a países com ideias semelhantes para apoiar o avanço das negociações em águas profundas, prevenindo o ressurgimento dos conflitos.
Navegação no Estreito de Ormuz e Cadeia de Suprimentos Global
No âmbito econômico e comercial, a China destacou a necessidade de restaurar rapidamente a navegação normal no Estreito de Ormuz para garantir a estabilidade da cadeia de suprimentos global. O Estreito de Ormuz, como uma via crucial para o transporte de energia global, tem sua segurança de passagem impactando diretamente a lógica de precificação do mercado de commodities. O arranjo do estreito mencionado na conversa entre os ministros deve respeitar a soberania e os direitos legítimos dos países costeiros, além de estar em conformidade com as normas internacionais. Se o prêmio de risco logístico do estreito for reduzido, a pressão sobre a cadeia de suprimentos de energia global será significativamente aliviada.
Reestruturação da Arquitetura de Segurança do Oriente Médio
A longo prazo, a China apoia os países do Oriente Médio na exploração de uma nova arquitetura de segurança regional para alcançar uma verdadeira autonomia estratégica. Wang Yi destacou que o Golfo Pérsico e a região do Oriente Médio não devem ser arenas de disputa entre grandes potências. Melhorar as relações entre os países da região e promover o diálogo de segurança multilateral ajudará a devolver o controle do destino de desenvolvimento da região aos países locais. Essa reestruturação geopolítica pode, a médio e longo prazo, alterar a precificação de risco dos ativos do Oriente Médio pelo capital global.