A Meta Platforms Inc. acordou um novo plano de remuneração em ações com o presidente executivo Mark Zuckerberg, com o objetivo de mantê-lo a residir na Califórnia ou noutra jurisdição onde esteja localizada a sede da empresa. Zuckerberg já tinha afirmado que ponderava deixar o estado caso fosse aprovado um imposto sobre o património dirigido aos bilionários.
Acordo prevê oito anos de residência
Num documento apresentado em 21 de outubro de 2026, a Meta indicou que Zuckerberg deverá “continuar a ser residente da Califórnia ou de outra jurisdição onde esteja localizada a sede da empresa durante os próximos oito anos”. O acordo prevê a atribuição de novas ações da companhia, mas o documento não revelou o número de títulos, o preço de atribuição nem o seu valor futuro.
O acordo liga diretamente o local de residência de Zuckerberg à localização da sede da Meta. Além de presidente executivo, Zuckerberg é o fundador da empresa e uma figura central na sua estrutura de controlo a longo prazo e na definição da estratégia. Por isso, o plano vai além de um incentivo convencional de remuneração: procura também manter o principal executivo da Meta ligado à sede da empresa em termos geográficos e jurídicos.
Debate sobre imposto sobre o património esteve na origem da possibilidade de saída
Os comentários de Zuckerberg sobre uma eventual saída da Califórnia surgiram durante o debate sobre a criação de um possível imposto estadual sobre o património de pessoas com elevado património líquido. A divulgação atual da Meta não indica se essa medida foi aprovada, nem apresenta uma taxa, um âmbito de aplicação ou um calendário de implementação. Também não estabelece se Zuckerberg acabará por mudar de residência por esse motivo.
Ao incluir o acordo de residência num documento societário, a Meta colocou uma questão pessoal relacionada com impostos e residência no centro do enquadramento de remuneração e governação dos seus executivos. Para os acionistas, as principais questões passam pela possível diluição resultante da atribuição de novas ações, pela duração de oito anos e pela forma como o acordo funcionaria caso a empresa transferisse a sua sede.
Número de ações e impacto financeiro continuam por esclarecer
No momento da divulgação, a Meta ainda não tinha publicado o número de ações abrangidas pelo acordo, eventuais condições de aquisição ou o tratamento contabilístico aplicável. Esses elementos determinarão o possível efeito sobre a participação dos acionistas, os custos de remuneração dos executivos e o lucro por ação. Serão necessárias divulgações adicionais da empresa para avaliar o impacto financeiro.
O que está definido é que o acordo terá uma duração de oito anos, abrangendo um período relevante durante o qual Zuckerberg deverá continuar a ser uma figura central da empresa. O documento considera como residência elegível a Califórnia ou outra jurisdição onde esteja localizada a sede da Meta, sem exigir que permaneça permanentemente na Califórnia. A aplicação final dos termos dependerá de qualquer alteração na localização da sede e da evolução posterior da política californiana relativa ao imposto sobre o património.