
Na terça-feira (27 de janeiro), o ministro do Petróleo da Índia, Hardeep Puri, declarou em entrevista que, à medida que a Índia continua a diversificar suas fontes de fornecimento, as importações de petróleo bruto russo pelo país estão diminuindo, com os fluxos mostrando uma "tendência de queda".
Números chave: De 1,8 milhão de barris/dia para 1,3 milhão de barris/dia
As últimas estimativas de Puri indicam que o volume de transporte de petróleo russo caiu de uma média de cerca de 1,8 milhão de barris/dia no ano passado para cerca de 1,3 milhão de barris/dia. Ele destacou que essa mudança foi impulsionada por condições comerciais.
Como terceiro maior comprador de petróleo bruto do mundo, o ritmo e a estrutura das compras da Índia são frequentemente considerados um sinal importante para a oferta e demanda global de petróleo bruto e os fluxos comerciais.
Por trás da queda: Coexistem diversificação de compras e pressão externa
Puri afirmou ainda que o governo indiano não deu instruções às empresas sobre "comprar ou não comprar" petróleo russo, permitindo que as empresas tomem decisões por conta própria; atualmente, a Índia já consegue comprar petróleo de 41 países.
Recentemente, os EUA exerceram pressão comercial sobre a Índia em relação à compra de petróleo russo e sinalizaram que "uma tarifa extra pode ser ajustada à medida que as importações de petróleo russo caem", tornando o mercado mais sensível à estrutura de importação futura da Índia.
Perspectiva de mercado: Descontos sustentam o básico, fontes alternativas preenchem a lacuna
Apesar da queda nas importações, os fluxos de petróleo russo para a Índia ainda são considerados resilientes, sendo um dos principais motivos a atratividade dos descontos de preço. A Reuters citou fontes do mercado dizendo que os descontos no petróleo Urals russo para a Índia chegaram a ser os mais amplos desde 2022.
Ao mesmo tempo, as refinarias indianas estão acelerando a busca por fontes alternativas. A Reuters relatou que a maior refinaria da Índia, a Indian Oil Corporation (IOC), planeja aumentar as compras de petróleo do Brasil e expandir para novas fontes, incluindo Colômbia e Equador.
Pontos de atenção futuros: Continuação da mudança na estrutura de importação e variação na participação da OPEP
A curto prazo, o mercado continuará acompanhando as mudanças nas chegadas de petróleo russo na Índia e nos descontos aplicados, bem como se a expectativa de tarifas e sanções perturbará a participação da OPEP e de outros países produtores na estrutura de importação da Índia. A Reuters citou anteriormente dados comerciais indicando que as importações de petróleo russo pela Índia caíram em dezembro passado para o nível mais baixo em dois anos, aumentando a participação da OPEP.
