A pesquisa do Citigroup recentemente revisou para baixo a meta de final de ano para o mercado de ações da Índia, demonstrando uma crescente preocupação dos bancos de investimento internacionais com o cenário de "altos preços do petróleo + alta volatilidade" na Índia. De acordo com um relatório da Reuters em 16 de março, o Citigroup reduziu a meta de fim de ano para o Nifty 50 de 28.500 pontos para 27.000 pontos, ao mesmo tempo que ajustou a suposição de avaliação futura de 20 vezes para 19 vezes.
Lógica da Revisão
Esta revisão para baixo não é apenas baseada na contração da avaliação, mas na previsão de lucros e nas suposições macroeconômicas que estão enfraquecendo simultaneamente. O Citigroup acredita que as perturbações energéticas e logísticas causadas pela guerra no Irã estão enfraquecendo a economia da Índia, que já é altamente dependente de energia importada. Se o choque de oferta durar três meses, o crescimento do PIB da Índia no ano fiscal de 2027 pode diminuir entre 20 a 30 pontos base, enquanto a inflação pode subir entre 50 a 75 pontos base, e o déficit em conta corrente pode aumentar em 25 bilhões de dólares.
Implicações para a Política
O Citigroup indica que, em abril, o Banco da Reserva da Índia provavelmente continuará a manter sua postura em espera; se os instrumentos fiscais puderem absorver a maior parte do impacto inflacionário, a política monetária pode inclinar-se mais para o apoio ao crescimento. Em outras palavras, no curto prazo, a política indiana provavelmente adotará uma estratégia equilibrada de "manter o crescimento e prevenir a disseminação da inflação importada", ao invés de uma mudança rápida para um relaxamento total. Esta avaliação ecoa com a pressão do choque energético recentemente sofrido pela taxa de câmbio e pelo mercado de títulos da Índia.
Diferenciação Setorial
Do ponto de vista do setor, o Citigroup acredita que os setores de fertilizantes e petroquímica, que são altamente dependentes das importações do Oriente Médio, são os mais suscetíveis a choques; enquanto o setor automotivo enfrenta a dupla pressão do aumento dos preços da energia e dos distúrbios secundários na cadeia de suprimentos de componentes. No nível do mercado, o Nifty e o Sensex já caíram cerca de 8% desde o início do conflito, indicando que os riscos geopolíticos já se transmitem do nível emocional para correções de avaliação e expectativas de lucros.