Os fabricantes chineses de caminhões elétricos de carga estão acelerando a entrada no mercado europeu, seguindo o caminho de expansão que as marcas chinesas de veículos elétricos de passageiros traçaram anteriormente na Europa.
De acordo com uma pesquisa da Reuters, pelo menos seis empresas chinesas planejam começar a vender caminhões pesados elétricos na Europa em 2026, incluindo BYD, Farizon da Geely, Sany Heavy Truck, Sinotruk, além das startups de caminhões elétricos Enric e Speedy.
Vantagem de preço pode mudar a dinâmica do mercado
Executivos do setor dizem que os preços das marcas chinesas no mercado europeu devem ser cerca de 30% mais baixos que o preço médio local de 320 mil euros para caminhões pesados elétricos.
Essa vantagem de preço advém principalmente da cadeia de suprimentos madura de veículos elétricos na China e da capacidade de fabricação de baterias, além da economia de escala proporcionada pelo vasto mercado doméstico.
Atualmente, o mercado europeu de caminhões pesados elétricos ainda está em uma fase inicial. Dados indicam que a participação no mercado da UE para caminhões pesados elétricos será de 4,2% em 2025, superior aos 2,3% de 2024.
No entanto, devido ao fato de os caminhões elétricos custarem geralmente três vezes o preço médio de 100 mil euros dos caminhões a diesel, a taxa de penetração ainda enfrenta restrições.
A competição tecnológica está se acelerando
Especialistas da indústria destacam que as empresas chinesas de caminhões elétricos estão se destacando na velocidade de desenvolvimento de produtos.
Phil Dunne, diretor-gerente da consultoria Grant Thornton Stax, afirma que os fabricantes de caminhões europeus inicialmente esperavam que as empresas chinesas levassem mais tempo para desenvolver modelos para a Europa, onde o ciclo tradicional de desenvolvimento do setor é de cerca de sete anos.
Por exemplo, a startup chinesa Enric conseguiu lançar o caminhão elétrico Global E700 em apenas três anos, obtendo a aprovação regulatória na China, Europa e Estados Unidos.
Expansão da rede de serviços na Europa
Para mitigar as preocupações das frotas europeias sobre o serviço pós-venda das marcas chinesas, algumas empresas chinesas começaram a estabelecer redes de serviço locais.
A Speedy e a Sany Heavy Truck firmaram uma parceria com a Alltrucks da Alemanha, empresa que opera cerca de 650 centros de serviço na Europa.
A BYD planeja produzir caminhões elétricos em sua fábrica de ônibus na Hungria, enquanto a Speedy pretende montar veículos em uma antiga fábrica da MAN na Áustria.
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Entrada de caminhões pesados elétricos chineses no mercado europeu
Os fabricantes chineses de caminhões pesados elétricos estão acelerando sua incursão no mercado europeu, tentando desafiar os fabricantes tradicionais europeus de caminhões durante a transição para a eletrificação.
A pesquisa da Reuters mostra que pelo menos seis empresas chinesas, incluindo BYD, Farizon da Geely, Sany Heavy Truck, Sinotruk, além das startups Enric e Speedy, planejam começar a vender caminhões pesados elétricos na Europa em 2026.
Vantagem de custo como chave para a competitividade
Executivos da indústria de caminhões na Europa dizem que os preços dos fabricantes chineses devem ser cerca de 30% mais baixos que o preço médio de 320 mil euros para caminhões pesados elétricos na Europa.
Essa vantagem provém principalmente da maturidade da cadeia de suprimentos de veículos elétricos na China e das economias de escala.
Os dados mostram que o crescimento das vendas de caminhões pesados elétricos na China é claramente mais rápido que no mercado europeu.
Entretanto, o mercado europeu de caminhões pesados elétricos ainda está em seus estágios iniciais. Em 2025, a participação de mercado da UE será de 4,2%, acima dos 2,3% de 2024.
Vantagens de tecnologia e ciclo de desenvolvimento
Especialistas da indústria ressaltam que as empresas chinesas demonstram uma vantagem clara em termos de velocidade de desenvolvimento de produtos.
O caminhão elétrico Global E700, desenvolvido pela Enric, foi concluído em apenas três anos e recebeu aprovações regulatórias em diversos mercados. Seu design adota uma configuração com assento central para atender às necessidades de direção à esquerda e à direita em diferentes países.
Empresas europeias enfrentam nova competição
Martin Lundstedt, CEO do Grupo Volvo, afirma que os concorrentes chineses “são rápidos e inovadores”, e os fabricantes de caminhões europeus estão enfrentando uma nova pressão competitiva.
À medida que a transição para a eletricidade avança, as marcas chinesas podem impactar a dinâmica do mercado de caminhões pesados na Europa nos próximos anos.