
No dia 9 de fevereiro, a subsidiária americana relacionada à BYD entrou com uma ação no Tribunal Internacional de Comércio dos Estados Unidos (CIT), alegando que o governo americano carece de autoridade legal clara para impor a taxa de fronteira com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) e solicitando o reembolso das tarifas pagas.
Foco da ação: a IEEPA autoriza a cobrança de "tarifas"?
De acordo com os principais pontos do processo divulgados, o argumento central da BYD é: os artigos da IEEPA não incluem autorização explicitamente expressa como "tarifas" ou conceito equivalente, portanto, há uma disputa legal quanto à base para a cobrança da taxa de fronteira pelo executivo.
Exigência e cronograma: reembolso das tarifas pagas desde abril de 2025
Os documentos mostram que a BYD busca "garantir" seu direito de reivindicação iniciando uma ação individual, exigindo o reembolso das tarifas pagas desde abril de 2025. O caso foi apresentado em 26 de janeiro de 2026 e faz parte de uma onda recente de ações judiciais sobre conformidade tarifária.
Negócios da BYD nos EUA: sem vender carros de passeio, mas abrangendo veículos comerciais e a cadeia de energia renovável
Embora a BYD atualmente não venda carros de passeio no mercado americano, seus negócios nos EUA ainda envolvem ônibus e veículos comerciais, baterias, sistemas de armazenamento de energia e componentes solares. As informações públicas também mostram que suas operações na América do Norte incluem cerca de 750 funcionários na fábrica de caminhões em Lancaster, Califórnia.
Contexto: caso relevante de tarifas na Suprema Corte ainda em julgamento, interesses descritos como "enormes"
Paralelamente, a Suprema Corte dos Estados Unidos está julgando casos relacionados à legalidade das tarifas, sem decisão final ainda. O representante comercial dos EUA, Jamison Greer, declarou recentemente que, dado os "enormes" interesses envolvidos, o tratamento cauteloso do tribunal sobre o assunto não é surpreendente.
