O preço do cobre subiu na terça-feira para o maior nível em mais de um mês, impulsionado por preocupações com o aumento dos custos de energia e matérias-primas, além de um enfraquecimento do dólar, com o mercado esperando que a situação no Oriente Médio possa se acalmar, apoiando o sentimento geral nos metais industriais. De acordo com a Reuters, o contrato principal de cobre na Bolsa de Futuros de Xangai fechou o dia em alta de 2,05%, cotado a 101.190 yuans por tonelada, atingindo 101.450 yuans em sua máxima, o maior valor desde 11 de março; já na Bolsa de Metais de Londres, o cobre para três meses subiu 0,97%, para 13.180 dólares por tonelada, chegando a 13.208 dólares em sua máxima, o maior valor desde 3 de março.
Preocupações com custos sustentam preço do cobre
Analistas acreditam que um dos principais motores do aumento recente no preço do cobre é o receio do mercado de que uma guerra no Oriente Médio eleve os preços da energia, aumentando assim os custos de produção de metais ao longo das cadeias de mineração, refino e transporte. Em um relatório anterior da Reuters, a estatal chilena Codelco, maior produtora de cobre do mundo, afirmou que a guerra já elevou seu custo em caixa em pelo menos 10 centavos por libra; o presidente da empresa, Pacheco, descreveu esse aumento como "bastante significativo". Ao mesmo tempo, a mineradora Antofagasta também manifestou preocupações com a alta contínua dos custos de combustível e insumos.
Sinais de melhora na demanda da China
Além dos fatores de custo, a melhora na demanda por importação spot da China também tem dado suporte aos preços do cobre. De acordo com uma reportagem da Reuters, o prêmio do cobre em Yangshan, um importante indicador do apetite importador da China, subiu para 74 dólares por tonelada em 13 de abril, um aumento significativo em relação à semana anterior e o mais alto desde junho de 2025. Embora uma outra análise da Reuters em 9 de abril tenha apontado que as importações líquidas de cobre refinado da China caíram drasticamente no início do ano, indicando que os preços elevados do cobre estiveram reprimindo a demanda, a recente recuperação do prêmio em Yangshan sugere que o interesse em compras spot está retornando.
Preço do níquel também ganha força
No setor de metais não ferrosos, o níquel também tem mostrado um desempenho robusto. Segundo a Reuters, o níquel na Bolsa de Xangai subiu 3,91%, atingindo o maior nível desde 13 de março; já na Bolsa de Londres, o níquel durante as negociações subiu para 17.840 dólares por tonelada, alcançando o maior valor desde 2 de março. Em relação a outros metais, contratos de alumínio, chumbo, estanho e zinco na Bolsa de Xangai mostraram altas generalizadas, com os preços correspondentes na Bolsa de Londres também subindo, indicando que, em meio ao recuo do dólar e a preocupações com custos, o apetite por risco no setor de metais básicos tem se recuperado.
Perspectivas futuras ainda dependem de custos e do dólar
Em um contexto mais amplo, o preço do cobre chegou a atingir níveis históricos em janeiro deste ano, impulsionado por compras especulativas, um dólar mais fraco e riscos geopolíticos, com o cobre de três meses na LME alcançando 14.527,50 dólares. Comparado à disparada rápida no início do ano, a lógica de mercado atual é mais voltada para uma combinação de "custos impulsionadores + recuo do dólar + expectativa de alívio das tensões". A continuidade da alta nos preços do cobre ainda depende de um possível alívio contínuo na situação no Oriente Médio, se os preços de energia vão recuar de níveis elevados, e se a melhoria na demanda spot da China vai se sustentar.