O Banco Central da Coreia está enfrentando o desafio mais severo no câmbio desde a crise financeira global de 2009. O relatório de estabilidade financeira divulgado na quinta-feira mostra que as reações em cadeia geradas pela guerra no Oriente Médio já penetraram na base macroeconômica da Coreia. O won sul-coreano caiu para além da marca de 1.500 em relação ao dólar, registrando 1.518,4, o que não apenas elevou a inflação de importação, como também ameaça diretamente a segurança da cadeia de suprimentos de setores centrais de manufatura, como o petroquímico.
Contexto das Políticas
A declaração do conselheiro Lee Ju-yeong reflete uma mudança na avaliação de risco dentro do Banco Central da Coreia. O banco não está mais focando exclusivamente no papel singular dos ajustes de taxa de juros, mas está priorizando medidas estáveis de cooperação interdepartamental. Com o Presidente designado Shin Hyun-song propondo claramente um caminho equilibrado, o mercado espera que a Coreia adote medidas de intervenção mais flexíveis. Atualmente, a taxa de juros de 2,50% tem sido mantida por vários meses, mas sob a pressão dupla da dependência de importação de petróleo e das vendas no mercado de ações, a margem de manobra do banco está se estreitando rapidamente.
Impacto na Indústria
O processo de reestruturação da indústria petroquímica é visto como um indicador de estabilidade financeira da Coreia. Como a maior parte da demanda de petróleo bruto da Coreia é suprida pela região do Oriente Médio, a volatilidade dos preços de energia determina diretamente a competitividade global da sua indústria manufatureira. O comportamento de venda de investidores estrangeiros mencionado no relatório indica o aumento da aversão ao risco do capital internacional em relação às economias asiáticas dependentes de importação de energia. Se a reunião de 10 de abril não oferecer confiança suficiente ao mercado, o won pode enfrentar novos testes de desvalorização.